Problemas e soluções para mobilidade urbana são debatidas em sessão especial

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Em sessão especial realizada nesta sexta-feira, 27 de outubro, a Assembleia Legislativa reuniu representantes de diversos órgãos públicos ligados a área do trânsito do Estado para debater soluções para melhoria da mobilidade urbana, sobretudo nas questões relativas ao trânsito da capital alagoana. A proposta foi do deputado Lelo Maia (União Brasil) e, segundo o parlamentar, atendendo aos reclames da população, que se sente incomodada com essa problemática. “A sociedade nos procurou porque a falta de mobilidade urbana – e aqui a gente fala no trânsito -, a falta de acessibilidade para o idoso e para o deficiente tem incomodado a população”, justificou.

Maia informou que procurou diversos órgãos a nível federal, estadual e municipal para discutir o trânsito e a mobilidade da grande Maceió que tem causado transtornos à população. “Dialogamos com esses órgãos e os convidamos para debater de forma conjunta, entendendo que fazemos parte de uma federação e que os entes precisam se organizar para poder ajudar a melhorar a vida das pessoas. Esse é o objetivo maior. O trânsito tem trazido problemas para a vida das pessoas”, argumentou Lelo Maia, acrescentando que os debates visam ainda obter respostas desses órgãos, propor soluções e servir de elo entre essas instituições. O parlamentar, no entanto, lamentou a ausência de representantes do Município de Maceió nos debates.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea), Roberto Jorge, destacou a importância dos debates entendendo que a questão da mobilidade urbana é algo que afeta a todos os municípios. “Esse tema precisa ser bem discutido com as pessoas, até porque essa sessão especial teve como objetivo ouvir a população”, disse o engenheiro, observando que tudo que se refere a mobilidade urbana passa pela engenharia, por meio de projetos e execuções. Roberto Jorge lembrou ainda que todas as questões referentes ao tema na Capital têm de estar contidas no Plano Diretor da cidade. “O plano diretor (de Maceió) é de 2015, com 10 anos tem que estar renovado, e já existem algumas informações de que passará por uma revisão geral. E a Assembleia, enquanto Casa Legislativa, pode contribuir muito nesse aspecto”, completou o presidente do Crea.

Representando a Câmara Municipal de Maceió, o vereador José Márcio Filho (MDB) parabenizou a Casa de Tavares Bastos pela realização dos debates e ressaltou a iniciativa do deputado Lelo Maia ao trazer a questão da mobilidade urbana para ser discutido no plenário do Parlamento alagoano. “É um tema atual. Maceió é uma capital que tem vários problemas no trânsito, e é importante o deputado Lelo Maia trazer essa discussão, a fim de ajudar e buscar soluções”, avaliou.

Também presente a plenária, o superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Carlos Cavalcante, avaliou que a estatal federal foi uma das grandes afetadas pelo afundamento do solo provocado pela Braskem, a partir da mineração de sal-gema nos bairros onde os trens urbanos atuavam. “Hoje estamos aqui discutindo soluções e trabalhando muito para voltarmos a ser protagonistas num transporte tão importante, principalmente para o trabalhador alagoano”, declarou Cavalcante, acrescentando que o problema maior foi a interdição, em 2020, do trecho entre o Mutange e o bairro de Bebedouro. “Essa interdição gerou diversos impactos, principalmente para o nosso usuário”, completou.

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