Praia Acessível reúne maceioenses e turistas durante homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down

24

A orla de Pajuçara virou palco da acessibilidade, na manhã desta sexta-feira (22), com a primeira edição especial do projeto Praia Acessível. O evento foi realizado pela Prefeitura de Maceió, através da Secretaria Municipal de Esporte, em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down. Os maceioenses e turistas tiveram acesso ao banho de mar assistido, cadeiras anfíbias, esportes adaptados, atividades lúdicas e atrações musicais

Para Juliana Cristina, mãe do pequeno Caio, a experiência de conhecer e tomar banho de mar foi diferente de tudo o que ela imaginava. “Já tinha trazido o Caio, mas ele não tinha entrado no mar ainda. Com a cadeira ficou mais fácil a adaptação para ele perder o medo e aproveitar essa experiência”, destacou.

O que era medo, para Caio se transformou em alegria. “Eu amei! Foi muito divertido”, disse o pequeno enquanto se aventurava no caiaque fornecido pelo projeto.

Madalena veio de Atalaia para conhecer a praia e tomar um banho de mar. “Hoje estou realizando um sonho, de verdade. É a primeira vez que tomo banho de mar com essa cadeira e é muito confortável, parece que estou voando”, explicou eufórica.

Mascote do Pinto da Madrugada chegou de surpresa e contagiou o público. Foto: Eva Pimentel/Ascom Semesp
Mascote do Pinto da Madrugada chegou de surpresa e contagiou o público. Foto: Eva Pimentel/Ascom Semesp

O evento ainda contou com a presença ilustre do mascote do Pinto da Madrugada, o tradicional bloco das prévias carnavalescas da cidade que frevou ao som da banda da Guarda Municipal.

Magno Ouro é paulista e veio a Maceió pela primeira vez. Ele tem restrição nos membros inferiores e conta que ficou encantado com a recepção do projeto que garante acessibilidade.  “Maceió é a cidade mais aconchegante que eu estive na minha vida. Um povo alegre com uma animação incrível, então eu sinto que tenho vindo só passar dez dias aqui, queria ficar mais. Agora que estou vivendo, estou aproveitando esse momento único de conhecer o mar, tomar um banho, é uma sensação única”, contou emocionado.

Magno Ouro veio de São Paulo e pretende passar mais dias na cidade, após conhecer o projeto. Foto: Eva Pimentel/Ascom Semesp
Magno Ouro veio de São Paulo e pretende passar mais dias na cidade, após conhecer o projeto. Foto: Eva Pimentel/Ascom Semesp

Para o secretário de Esporte de Maceió, Thales Novaes, o evento é o resultado de um importante trabalho voltado para o público PCD. “Poder está realizando esse evento junto à Prefeitura de Maceió, ao prefeito JHC. que teve esse brilhante olhar para toda população e principalmente para as pessoas com deficiência. Essa semana em especial ao Dia Internacional da Síndrome de Down. Então, é uma satisfação grande, a gente nessa semana conseguir reunir as instituições e realizar esse momento único com a certeza de que é um pontapé inicial de muita coisa boa que está por vir para agregar a comunidade das pessoas com deficiência”, frisou.

Secretário municipal de Esporte, Thales Novaes, homenageia instituições que trabalham com adolescentes e adultos com Síndrome de Down. Foto: Felipe Sóstenes/Secom Maceió
Secretário municipal de Esporte, Thales Novaes, homenageia instituições que trabalham com adolescentes e adultos com Síndrome de Down. Foto: Felipe Sóstenes/Secom Maceió

Durante toda a manhã, as turmas de Fisioterapia da Uninassau Maceió, instituição de ensino superior parceira do município, ofereceram serviços de liberação miofascial e ventosa, sob a supervisão de profissionais da Instituição de Ensino Superior (IES).

Alunos da Uninassau Maceió colocaram em prática o que aprendem em sala de aula. Foto: Felipe Sóstenes/Secom Maceió
Alunos da Uninassau Maceió colocaram em prática o que aprendem em sala de aula. Foto: Felipe Sóstenes/Secom Maceió

“Demos orientações sobre qualidade de vida e, claro, colocamos em prática técnicas de fisioterapia para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que participaram. O Praia Acessível é um dos nossos principais projetos de responsabilidade social, buscando inserir PCDs na prática de atividade física, ao mesmo tempo em que promove a inclusão social e a igualdade. Além disso, a oportunidade oferece aos nossos alunos a prática do que aprendem em sala de aula”, afirma o coordenador do curso de Fisioterapia, Ailton Galvão.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui